Criei uma atmosfera ideal de pura presença em tempo record.
- Jenny Runge - A IDEALISTA

- há 9 horas
- 8 min de leitura
E quando esta atmosfera é bem criada, ele altera o ritmo do tempo, muda o comportamento das pessoas e reorganiza tudo ao redor. Inclusive aquilo que nenhuma métrica tradicional consegue medir. Uma atmosfera tão verdadeira não dependia de muita coisa, muita estrutura, muitos fantoches. Precisava apenas da variável mais poderosa de qualquer evento: PESSOAS. E para isso, nada melhor do que o trabalho bem elaborado dos idealistas que movem o mundo entrar em ação.
O movimento começou logo após a ligação que mudaria o último mês do meu ano de 2025 e traria para ele um significado ainda mais emocionante. Quem viveu sentiu, mesmo sem saber explicar o que estava sentindo. Foi lindo, transformador e icônico. E sim, eu posso dizer porque eu fiz, eu vi e eu chorei junto com quem passou por lá emocionados com o que fizemos na história de vida deles.
Antes de eu te contar como você faz para criar pertencimento e memória em menos de 72h, quero dizer qual era meu estado interno antes de tudo começar. Estava eu ali, me sentindo como se estivesse em outro tempo. Em outro estado interno. Finalizando mentorias profundas, fechando ciclos com o cuidado que só quem lidera processos humanos conhece. Organizando meus protocolos, respeitando pausas, preparando o próximo movimento com critério, clareza e tempo como sempre fiz. Até que uma ligação me atravessou.
Não foi um convite comum. Foi o retorno de alguém que conhecia minha trajetória, minha forma de pensar e, sobretudo, minha forma de conduzir projetos. A pergunta veio quase como confirmação: “Você ainda está fazendo produções?” Antes que eu respondesse, a frase se impôs: “Jenny, tem que ser você. Mesmo que você não faça mais, faça este!"
Há frases que não pedem resposta. Pedem decisão imediata. No instante em que ouvi aquelas palavras, meu corpo reagiu antes da mente. Um arrepio imediato, um silêncio interno raro e uma certeza desconfortável: aquilo não vinha do planejamento. Vinha do campo. Vinha de algo maior do que agenda, briefing ou conveniência. Não era um pedido. Era um chamado.
E eu reconheci imediatamente, usando a tecnologia mais avançada do mundo na tomada de decisão...

Aceitar significava romper com meus próprios preceitos de tempo, organização e conforto. Significava confiar mais na clareza da minha intuição do que na cronologia do tempo. Significava transformar meses de construção em 72 horas reais, contando horas de sono, decisões difíceis, ajustes finos e escolhas irreversíveis. Eu estaria defendendo não apenas uma marca, mas todas aquelas que estariam patrocinando e sendo ativadas naquele lugar. O tamanho da responsabilidade que isso exige me colocou em uma posição de certeza. E eu aceitei. Porque ideais não pedem conforto. Eles pedem coragem e ousadia e isso, ahhh isso eu tenho sobrando por aqui.
Existe uma diferença brutal entre produzir algo e fundar algo. Produzir é cumprir prazo. Fundar é criar algo que continua existindo quando o prazo acaba. A maioria dos projetos nasce para cumprir briefing, ocupar espaço, entregar o que funciona. Pouquíssimos nascem para alterar a forma como as pessoas se sentem dentro de um espaço.
O Estúdio de Natal da Record em Gramado nasceu com um objetivo técnico claro: ser um espaço de mídia dentro do maior evento natalino do mundo, hoje já reconhecido pelo Guinness World Records™ : o Natal Luz.
Mas o que nasceu ali não cabe na palavra “Estúdio”.
O que se formou foi uma atmosfera cheia de significado, um território emocional vivo, um organismo pulsante. E organismos vivos não se constroem com checklist. Eles exigem outra lógica. Outro tipo de inteligência. Outro tipo de liderança. Foi exatamente nesse ponto que a IDEAL42 entrou, não apenas para produzir, mas para conduzir simbolicamente o espaço.
A Record confiou à IDEAL42 não só a execução, mas a condução de sentido daquele território. E essa confiança mudou tudo.
Muitos perguntaram como foi possível planejar, estruturar e entregar tudo em tão pouco tempo sem perder profundidade. A resposta curta é simples: não foi velocidade. A resposta verdadeira é mais profunda: foi clareza.
Não houve improviso inconsequente. Houve método. Mas não um método convencional. O que aplicamos em Gramado não foi um caso isolado. Foi a aplicação de um modelo de criação que a IDEAL42 vem refinando há anos, um modelo replicável, adaptável a diferentes marcas, territórios e contextos, desde que haja maturidade para sustentá-lo emocional e principalmente com inteligência efetiva na gestão de recursos.
O erro fatal da maioria das ativações está nas primeiras perguntas: “Qual cenário vamos montar?” “Qual artista vamos chamar?” “Qual ação vai gerar mais alcance?” “Quantas pessoas isso vai impactar?”
Essas

prguntas não são eradas. São fracas e insuficientes.Nós começamos de outro lugar. Perguntamos: O que precisa nascer aqui que ainda não existe? O que esse espaço precisa curar, revelar ou ativar nas pessoas? Como faremos para as marcas gerarem impacto na vida das pessoas que passarem por ali? Que tipo de memória queremos deixar quando tudo for desmontado?
Quando essas respostas vêm com honestidade, todo o resto se organiza. O Estúdio de Natal não nasceu para aparecer. Nasceu para significar. E significado não se improvisa. Ele se sustenta ao longo do tempo.
O passo zero, aquele que ninguém ensina, foi definir a função emocional do projeto. Todo espaço precisa cumprir uma função invisível antes de cumprir qualquer função estética, comercial ou midiática. No nosso caso, ela era clara e inegociável:
Criar um lugar onde as pessoas se sentissem parte do Natal, e não espectadoras dele.
Essa decisão muda tudo. O cenário deixa de ser decorativo e a programação deixa de ser engessada. A marca deixa de ocupar o centro. E o público entra em cena. Marcas fortes não competem por atenção. Elas organizam emoções coletivas e é isso que eu ensino em minhas consultorias e palestras.
“A Luz que Move o Mundo” não foi um slogan. Foi um eixo ontológico. Uma narrativa-mãe criada para sustentar decisões sob pressão extrema que sofri diariamente. Cada escolha passava por um único filtro: isso move pessoas de verdade?
Quando a narrativa é verdadeira, o improviso não quebra o projeto. Ele o aprofunda.
E foi assim que nasceu um dos espetáculos mais pedidos na programação. Na ausência de um músico que cantaria ao vivo naquele dia (ocorreu um problema com o carro dele), eu mesma decidi ser a própria atração. Coloquei minha playlist para tocar, peguei a máquina de neve (inspirada pelo meu filho que havia feito isso uns dias antes) e brinquei com as pessoas que estavam presentes. Adultos e crianças se encantaram muito. A primeira atuação foi improvisada, as demais foram metodologicamente programadas e aperfeiçoadas. E aquilo que parecia ser algo nascido do improviso foi o que mais diferenciou nossa atuação no Estúdio.
Fatores meteorológicos imprevistos alteraram completamente a programação e a dinâmica do evento, exigindo decisões rápidas, sensibilidade humana e leitura de contexto em tempo real. Em poucos minutos, uma nova ativação nasceu: um DJ indoor, música acontecendo, energia sendo redirecionada.
No dia seguinte, outra situação surge: O Grande Desfile foi cancelado, o Estúdio estava oficialmente fechado e, por protocolo, as portas deveriam permanecer assim. Mas havia pessoas do lado de fora, se molhando, esperando, tentando se proteger da chuva. Aquilo não era um dado técnico. Era um sinal.
Sem pedir autorização, o segurança abriu as portas e acolheu todos que conseguiu. Depois, veio até mim pedir desculpas pela atitude tomada sem aviso prévio. O que ele não sabia e o que aquele gesto revelou com clareza, é que aquela teria sido exatamente a minha decisão. Ele se sentiu autorizado a agir porque estava inserido em um campo de liderança que não engessa, que confia, que coloca pessoas acima de protocolos quando o sentido maior está claro.
Aquilo não foi um desvio.
Foi a prova de que a liderança estava viva, distribuída e funcionando.
O que eu sei como moradora da cidade de Gramado é que o Estúdio não precisava ser mais um cenário natalino apenas. Precisava fazer a cidade ser vista, ouvida e respeitada. Por isso, artistas locais, histórias reais e a própria comunidade não foram convidados, foram convocados e colocados no centro do meu projeto.
O que se viu ali não foram figurantes. Foram crianças com o rosto molhado de neve. Avós parando para ver, sentir e se emocionar sem saber exatamente por quê. Pessoas comuns sendo tratadas como centro, não como pano de fundo. Não fiz para ser só mais uma atividade de turismo, fiz para ser vivido pelo morador, pela equipe de reportagem, pelas pessoas que trabalham por perto, para que eles sentissem a mesma experiência.
Meus projetos não são apenas estéticos. São pensados para criar uma estratégia de legitimidade profunda, lucrativa e replicável.
Quando o território se reconhece no projeto, algo raro acontece: a comunidade defende espontaneamente, o conteúdo nasce orgânico, a marca ganha densidade simbólica e a experiência gera mídia real, não o contrário. Isso não se compra. Isso se constrói.
O Estúdio deixou de ser um lugar onde se grava conteúdo. Tornou-se um lugar onde a vida acontecia. As câmeras apenas acompanharam. As redes apenas amplificaram. E a memória emocional se instalou. Esse é o divisor de águas entre marcas que disputam atenção e marcas que constroem presença duradoura. E foi para isso que a IDEAL42 foi chamada pela Record.
Planejar e executar tudo isso em 72 horas não exigiu pressa. Exigiu clareza radical. Em alguns momentos, liderar foi falar pouco. Em outros, foi sustentar decisões impopulares para proteger o essencial. Liderar foi cuidar do campo emocional da minha equipe, composta por 4 pessoas diretamente ligadas a mim e por mais de 162 pessoas que estavam indiretamente ligadas pelos serviços que produziram durante o Estúdio. Saber o que não podia ser negociado. O que podia ser adaptado. E o que precisava ser protegido a qualquer custo.
Nada disso teria sido possível sem algo construído ao longo de anos: relações reais. Pessoas que não perguntaram “quanto”, mas “como”. Parceiros vindos de toda parte de dentro e de fora do RS. Parceiros antigos e novos. Isso não é acaso. Isso é reputação construída com verdade.
No fim, não foi sobre um Estúdio de Natal bonitinho. Foi sobre pessoas vivendo algo real. Foi sobre uma marca que não precisou de estruturas gigantes para ganhar atenção. Foi sobre presença. Pertencimento. Humanidade. Foi sobre olhar o que todos olham e enxergar o que ninguém vê.
O Estúdio é da Record. A experiência teve o tempero da IDEAL42. E a vida que pulsou ali nasceu da condução sensível, estratégica e humana dos idealistas que movem o mundo no maior Natal do mundo.
Esse tipo de trabalho não é para todas as marcas. É para aquelas que entendem que presença vem antes de performance, que significado precede alcance e que memória vale mais do que ruído.
Projetos assim não terminam quando são desmontados. Eles permanecem. No corpo, na lembrança, no afeto coletivo. É exatamente aí que marcas deixam de ser apenas marcas e passam a ser história. Afinal de contas, primeiro a gente SOMA. Depois, MULTIPLICA.
Pertencimento não nasce de discursos nem de protocolos, ele surge quando existe clareza de propósito suficiente para que as decisões certas aconteçam mesmo sem comando, mesmo sob pressão, mesmo quando ninguém está olhando; em 72 horas criamos mecanismos de gerar memória, vínculo e um campo vivo onde a liderança deixou de ser controle para se tornar coerência, e é exatamente aí que a nova era se revela: o evento termina, o roteiro se encerra, mas o impacto permanece, porque as pessoas não se lembram do que foi exibido, elas se lembram de como se sentiram nele.
O evento acabou. O que foi vivido nele não.




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